O Instituto Católico de Viana do Castelo está sediado num edifício que preenche um quarteirão inteiro na zona centro da Cidade de Viana do Castelo, entre quatro ruas: Rua da Bandeira para a fachada principal e com os respectivos acessos; Rua Roque de Barros, na parte traseira, Rua de Santo António no alçado esquerdo e Avenida de Rocha Páris no alçado direito.

O edifício consta de um palacete mandado construir, na primeira metade do séc. XVIII, pelo médico Dr. Gonçalo de Barros, a fim de acolher a sua enorme família de 11 filhos, seis raparigas que professaram a vida religiosa e cinco rapazes que tiveram formação superior, sendo três clérigos: um que foi Abade da Meadela e outro que foi Abade em Sequiade, Barcelos, e um terceiro monge beneditino; um outro foi lente da Universidade de Coimbra e escritor.

Ligado ao mundo da cultura a partir da família que o mandou construir, este edifício assim acabaria por ficar para sempre, pelos diferentes destinos e utilizações. Já em considerável estado de degradação, mas com uma sala onde se poderiam fazer reuniões, foi comprado pelo Círculo Católico de Viana do Castelo nos inícios do séc. XX, mas pago por António Fernandes Lopes. Com as perseguições às instituições católicas, derivadas da primeira República, em 11 de Fevereiro de 1911, o Círculo Católico mudou a sua designação para Associação Patriótica Nun’ Álvares, designação que chegou aos nossos dias e pela qual é ainda conhecido por muitas pessoas na cidade. Tratava-se de um espaço de formação cultural e artística, e de lazer, o que hoje se chamaria de “aproveitamento dos tempos livres”, incluindo as actividades do Corpo Nacional de Escutas. O grande impulsionador das actividades artísticas e apostólicas desta instituição foi o P. Manuel Lopes, filho do anterior proprietário que, por testamento, deixaria o edifício ao Arcebispo de Braga, Dom António Bento Martins Júnior, aquando da sua morte em 1937.

Propriedade da Arquidiocese de Braga, foi esta casa e Associação orientada e dinamizada por diversas figuras da Igreja Vianense, nomeadamente o Prior de São Domingos, Cónego Domingos Gonçalves Borlido e os Abades da Matriz, Santa Maria Maior, onde se encontra sediado, Monsenhor José Gonçalves Corucho e Cónego Constantino Macedo de Sousa.

Com a criação da Diocese de Viana do Castelo e, nos termos da Bula “Ad Aptiorem populi Dei”, os edifícios que faziam parte do território da nova diocese ficariam sua propriedade; entre estes encontrava-se o edifício da Associação Nun’Alvares. Criado o Instituto Católico de Viana do Castelo, por Decreto do Bispo Dom Armindo Lopes Coelho, em 11 de Outubro de 1991, foi-lhe atribuído como sede legal este edifício depois de consideráveis obras de remodelação e restauro em função das suas novas valências, nomeadamente a resposta às exigências dos diferentes Departamentos em que estão organizadas as actividades do Instituto Católico, nas diferentes áreas de intervenção: Formação, Conservação e Restauro, e Divulgação Cultural.

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